Seja bem-vindo, volte sempre e o último a sair apaga a luz ! :D

Quem sou eu

Rio de Janeiro, Brazil
Eu sou Vanessa Provietti, tenho 30 anos, sou carioca, sou loira, sou leonina e tricolor. Mais uma apaixonada por palavras e quando grito em silêncio: escrevo.

domingo, 19 de junho de 2011

Considere.


hoje eu senti vontade de te ligar, de saber como você está? por que não fala mais comigo?e por que você sumiu? De você dizendo estou na varanda fumando e te ligando escondido.. De você dizendo que gosta do meu beijo.. Que pararia o tempo no nosso abraço e repetindo o quanto me acha linda, de te ouvir me chamar de estúpida, insensível, idiota, porque não respondo o que você fala, mas sabendo que cada silaba ficava ecoando, cada sorriso, gosto, onde um de nós estávamos, ambos estávamos ali. Sim, seria hipocrisia negar que eu esqueci ou não sinta falta de tudo isso. Mas uma falta diferente, diferente das outras vezes foi só vontade, como a de voltar a infância, passou tão rápido e tinha uma ligação lá que não era sua, como isso doía, não mais..
eu quis sacudir nossas vidas, aquela vida que era nossa e receber uma resposta para essa coisa que não cala “por que nos deixamos se perder?” “podia ter sido diferente!” “podia ter sido mais do que sonhamos. Por que?”
Ai, além de ressuscitar o passado, que a muito já vem “camuflado”, veio o atual, o atual que eu tanto planejei, que tanto quis e que quando consegui, me senti realizado, continuei, mas apareceu você tão repentino, assim como, vassalador,
Sem me dar opção, numa velocidade maior que meu pensamento em negar, qualquer passo ao meu encontro,  então, eu passei o dia me perguntando “será que dessa vez vai ser diferente?”
hoje eu senti uma falta grande meu dia foi produtivo, porem algo fazia falta, alguém faltava ali, alguém que tem feito essa falta durante toda a semana, alguém que eu não esperava, mas veio na medida “certa”, de um jeito único e que eu faço questão que dessa vez fique.
Então, hoje quis gritar alto, porque eu sabia o que era, quis contar pro mundo o que me afligia, quis berrar aos 4 ventos o motivo da minha semana ter sido tão linda, sorridente, contagiante.. Quis desenhar exatamente o que estou sentido, cuspi palavras, e faço isso até agora, mas nada..
Pois é, quanto efeito, que sorte a nossa, hein?
É encanto, magia, força na intenção, algo em mim depois de tanto tempo e diferente de sempre escandaliza: permita-se, permita-se!  
Um sentimento leve. Que parece conspirar junto aos 4 elementos da terra.
É, uma saudade dos mil anos que passei sem esse novo alguém, dos mil anos que quero passar ao lado.. uma saudade dos dias que o tenho por net, torpedos e ligações..
Das vezes em que ao ouvir a voz imagino o cheiro. Saudade da vontade de beijar seus olhos. De rir na sua boca. De sentir seus cabelos. De olhar teu sorriso.
Pois é, fico aqui sonhando você comigo. Levando você comigo. Guardando você comigo. Vou te casar comigo, viu?
Então, sorri, sorri, brilhei e ri, porque é isso, eu vim te ver apenas.
E estranho, a vida corre, né?
Considere: eu te quero mais bem que nunca, toda sorte pra você, vocês, pra mim e pra nós! ;)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Suave.



É, simples. Em meio a dias frios e chuvosos. Pensamentos altos. Edredom.
Coração independente. A gente conclui que ainda quer algo mais.
Não adianta tentar dormir porque só consegui bagunçar a cama, não se satisfazendo com a bagunça que está a vida.
Mas acho que a gente é que é feliz, enquanto NADA acontece.
É estranho pensar na palavra “nós” e não associa-la a mais alguém.
Acho que me acostumei com a “falta”- comodismo, quem diria eu.
Estou aceitando o fato..
Depois de tanto arriscar por essa palavra, depois de tanto me arriscar, depois de notar que eu deveria ter me arriscado mais, e ao mesmo que se assim fosse não seria talvez tão diferente.
Eu aprendi que o mais difícil do fim, da confusão, do labirinto, é a idéia de ter se perdido no caminho. Nada, nunca parece suficiente e qualquer coisa basta, eu não consigo simplesmente abstrair por mais que eu encene bem, não é meu dom, mentir para si mesmo.
E em meio a um turbilhão de lembranças, emoções, conquistas e o sentimento mais intenso, me assusta o fato de que eu esteja esquecendo, sinapses se tornam cada vez mais lenta, a distancia aumenta e no meu ciclo já não existe tamanha fé e querer. Eu fico me perguntando ‘Do que serve sentir, sem viver’.
Um dia a gente cansa de ficar na estante esperando o próximo carnaval.
Assim como brincar de bonecas e carrinhos, um dia a gente cresce e enjoa de brincar de amar.
Vou dormir com os anjos, acordar com o sol e ter um dia lindo, um humor suave, desejo pra você também. (:


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Boa sorte!


Liguei o som bem alto, no intuito de assim não poder mais ouvir meus pensamentos, ofuscar aquela “vozinha” de esperança aqui. E isso não é auto defesa, ou um pedido de permissão pra ainda sentir qualquer vestígio de sentimento referente a você.

Eu só queria afastar essa coisa que ficou, isso que ainda fica e continua.

E parei aqui nesse lugar que deveria ser um simples blog, porém se tornou meu diário, meu confessionário, o único lugar que eu consigo sem medo expressar o que não consigo,

Onde não me escondo, sentimentos não ofusco, onde me libero e cuspo frases prontas, teorias sem sentido, palavras soltas.

Definitivamente, as pessoas falam coisas e por trás do que falam há o que sentem, e é ai que está o que elas são e nem sempre mostram, no que sentem.

É, hipócrita negar que eu não me importei, ou mesmo não mais me importo com tudo o que aconteceu ou não tem acontecido de uns dias para cá. Simplesmente não acredito que o que eu ache mude, as coisas são como são. E nós aprendemos muito mais das falhas do que das vitórias. Isso me faz a pessoa mais esperta do mundo. Rá.
As raras vezes em que minha mente está desocupada e vem o “downsentimental” eu  me pego rindo do quanto pobre me encontro, é como se eu tivesse numa bolha, encapsulada num mundo onde eu não precisasse de amor, não desse amor de contos, novelas, sinto como se o mais próximo desses sentimentos ainda ecoasse aqui mas de uma forma assustadora, tenebrosa, como aquele estrondo de tempestade, com estrago de um dilúvio.
E foi chegando a essa conclusão, que resolvi abrir a porta ao novo, talvez o “passado” só deixe de ser “passado” quando a gente se entrega ao novo, se abri a visitações, a sensações inéditas.
É isso que seja, let it be, eu não vou me prometer nada, nem te cobrarei nada não e de uma coisa esteja certo: me conheço o bastante pra não errar nas mesmas coisas de antes, eu já vivi o necessário pra não cometer os mesmos erros que cometeram comigo.
Por isso, estou indo sem tirar o pé do freio, devagar, calma, estou cuidando de você, aproveite meu abraço ele pode ser bem mais sincero que meus beijos.
Repito, let it be, mas não me venha com superfícies, quero aquela sensação de ir mais fundo posso ser um acidente grave, eu posso ser tudo o que você queria e nem sabia..
Ou eu posso ser os dois, é só você dizer o que quer que eu seja.
É uma curiosidade que me consome, é uma vontade que não tem preço, e ao mesmo é um receio de não estar pronta para outra, é uma esperança de ouvir algo que ainda me faça ficar, voltar, é um desinteresse, um :  Estou nem aí – para porra nenhuma.
Talvez o fato de algo que eu tanto queria ter ido embora tenha me feito descobrir tantas outras coisas, necessidades mudam. Eu tenho urgência por sei lá o que, entretanto, quero tanto curtir a “amizade”, sim é bem vibe positiva, apreço, sem drásticas intenções, talvez eu ainda esteja muito presa ao que não existe mais, talvez seja receio ou esteja tudo muito recente para mim, so let it be.
Eu não tenho dúvidas de que não escolheria outra vida, no entanto, se eu pudesse mudaria todo o meu acaso num passe de mágicas.
De mais a mais, eu sou um risco que você tem a correr, pegue tudo o que você tenha direito. Boa sorte. Se havia opção, hoje não mais.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Conto.


É, plena segunda. Um Dia longo. Inicio da semana. Recordações do final da semana passada, rs. Faculdade. Trabalho. Casa. Dialogo rápido com a minha mãe. E o último foi exatamente o súbito dentre todos os demais.

Ao chegar em casa, em meu quarto estava eu mexendo em uma gaveta e por algum acaso, ela resolve desenterrar um passado “mal resolvido”, milhares de pensamentos desfaleceram quando eu a ouvi perguntar:
- Porque você ainda guarda isso?
- É só uma carta, mãe. É só uma carta que não foi entregue.
- E que você guarda! E um dia ela será?
(PAUSA, UM SILENCIO FANTASMAGORICO, ECOOU. ELA SE FOI, SEM DIZER OU OUVIR MAIS NADA. NUM SILENCIO QUE DIZIA TUDO.)
O fato é que eu queria ter respondido, mas como dizer algo que o receptor não quer ouvir? Ou que você nem mesmo sabe expor? Como reviver um assunto depois de tanto tempo enterrado?
Sim, mãe, você me ensinou muita coisa e algumas delas é não ser hipócrita, não mentir para você e nunca  deixar de valorizar seu  depósito de confiança.
Minha resposta foi o silencio, um silêncio ensurdecedor, megafonico, uma resposta que a muito eu nem 
tinha me dado. A resposta é que  eu não sei responder, mas me faço essa mesma pergunta todos os dias.




sexta-feira, 29 de abril de 2011

Percepção.


Na volta do trabalho, ao chegar à rodoviária, havia uma moça, um bebê de colo e outro pequeno menino na faixa de 5 anos, com uma caixa de  chiclete pedindo para que comprassem. Quando a menina, sim era uma jovem mãe, gritou e surrou o pequeno menino, porque ele estava brincando com um copo de “guaravita” ao invés de vender, a mulher se afastou e o menino chorando me disse: ‘moça, licença se não vai te  sujar’, jogou o copo de guaravita com ódio no pneu do ônibus e ao mesmo tempo ele virou de costas andando em direção a mulher, sorrindo e pulando, com a caixinha na mão, começou a dançar, fazer passos e passos de hip-hop, e por incrível que pareça, numa sincronia submersa, eu não conseguia tirar os olhos daquela criança, a fila andava e eu boquiaberta sorria junto com ele, dança mentalmente, acompanhava cada passo, por falta de naturalidade somente por isso, eu não fiz o mesmo que aquela criança.
Eu só conseguia raciocinar a simplicidade e em tão pouco uma alegria sem motivo, ele só queria brincar. O que ele deveria estar fazendo, eu percebia o quanto ele gostava daquilo, o quão rápido o que doeu foi absorvido e em troca veio alegria acompanhada de inocência, o quanto era divertido pra ele apenas dançar, sabe?
Ele não guardou magoas, quando se é criança a raiva é instantânea, quando se é adulto nela se jura de morte e muitas vezes se cumpri;
se uma criança muda de humor em segundos é pela candura, se um adulto tem a mesma ação é bipolaridade;
quando se é criança 3 pedras no caminho é brincadeira, é escravo de jô, para o adulto 3 pedras no caminho são lançadas e]ou no mínimo se tornam 6 palavroes;
crianças se divertem inventando  dança, adulto faz dança para ficar famoso e aparecer na TV;
a criança na exploração ela perdoa, sorri e brinca e não procura entender, o adulto quer julga, sofre por antecipação, trabalha em excesso pra fazer dos seus valores o dinheiro e o poder;
a criança quer escola para ser orgulho dos adultos, os adultos querem criança para receber bolsa escola;
criança não se importam, não se culpam e cativam corações, adulto passa o dia comparando, reclamando e somando depressões; a criança não se preocupa com sua reputação, com o julgamento da sociedade, o adulto passa a vida somando idade, ao invés de emoção; a criança quer papel e caneta  para fazer desenho, o adulto quer notas e chaves para mostrar riqueza. Quem é mais rico?
Deus.. Sei que não sou adulto, mas como eu senti saudade de ser criança

domingo, 10 de abril de 2011

Pacto de paz!


Desde o último sábado, uma semana atrás, muitas coisas aconteceram. Fui metralhada de acontecimentos, alguns bons, outros que pareciam ser o fim. Uma das semanas mais longas da minha vida. Coisas na família. Nos sentimentos. Provas.Novo trabalho. Revi pessoas, amigos e amores. Descobri irmãos.
Dentre tantos acontecimentos, vi minha vida tomando rumos não desejados. Sim, eu assisti alguém que eu muito queria perto, indo para longe, e não fiz absolutamente nada para que assim não fosse. Eu travei diante das minhas fraquezas, medo e orgulho. Continuei paralisada, te vendo ir embora, nos vendo se perder pelo caminho. E por mais que eu quisesse sair correndo e gritar coisas no teu ouvido até você notar que apesar de não pendurar faixas, eu vivo escrevendo aos céus o quanto eu preciso de você, o quanto você me fez crescer e que eu aprendi a ser melhor pra você. Meus pés, meu cérebro sofreram impulsos inibitórios, vendo você em outras mãos, mãos que não eram as minhas. Do outro lado só. Quando ao meu lado eu queria. A vida impondo um rumo onde eu não era mais o ponto de chegada e sim de partida
E nessa semana eu matei você, eu bloqueei qualquer parte minha de sentir qualquer contato seu, eu odiei perceber que eu sentia. Assim descobri que sabedoria não é reviver historias ou falecer passados, sabedoria está em deixar ser quando preciso, sabedoria é perceber que quem tem que ficar, sempre fica.
Sabedoria é ter ciência de que você pode fazer milhares de coisas consideradas corretas, mas será julgada e lembrada o resto da sua vida por aquela que você fez considerada errada. É saber que decolar é opcional, mas o pouso é obrigatório. Sabedoria é você ter coragem de superar seus medos, receios, é você ter serenidade na consciência. Sabedoria é também conseguir discernir que quando alguém levantar pra sair nem sempre perde o lugar. Ao contrario do dito. Esses dias apesar de alguns tristes me serviram como crescimento.
O que me faz ter certeza que a vida é um livro aberto e eu estou aqui pra ler, escrever, destacar.
A gente só quer que seja simples, bom, fácil. Mas imagina a monotonia?
Por fim, pisei no freio, não para parar a rota, apenas para analisar a tamanha agilidade que ela estava correndo, para ousar andar na velocidade que basta, para que não haja então acidentes graves. Decidi estacionar literalmente de frente ao mar. Num pacto de paz com a alma, com a vida, com o mundo.
Às vezes nosso interior requer que a gente deixe de ser. Leva pra vida!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Não fez sol.




Não fez sol. Nem deu chuva. Quem diria, eu que tanto gosto me identifico com os meios. Eu olho ao redor e estão todos tentando, sempre e sempre, parece vital. Quero que fique claro que cansar é diferente de desistir. Talvez mimo, realismo ou medo, vai saber. Apenas não vim testar a minha fé, não entro em jogo pra perder. E não acho digno nadarmos contra maré, pra ser sincera, eu nem sei nadar em mares, imagina enfrentar correntezas, pode até parecer fraqueza, eu estar pulando do barco, mas é que remar se torna fatigante quando se está andando em círculos. E se dentre tantos caminhos não mais nos cruzarmos, desejo 50% de toda a felicidade do mundo, desejo alguém que aproveite tudo o que não valorizei no tempo certo, na verdade do jeito certo, alguém que te complete e seja tudo o que eu quis ser tarde demais, que sinta o quanto que eu senti , que cuide como eu não ousei, e agradeço-te por ser uma lembrança linda quando olhar pra trás.

Então, decidi, to pulando do barco, antes que isso aqui afunde, vou pra areia por meus pés no chão, sentir a base e dar sete sagrados pulinhos nas ondas, pra variar, vai que trás sorte?
Não costumo me preocupar se o próximo passo será mergulho, afogamento, queda ou vôo, eu sempre vou. É isso.
Não fez sol, não houve luz e anda muito frio por aqui. Eu to levando a saudade.
Sentarei nas pedras, apreciarei a “vibe”, calcularei o infinito e pedirei ao horizonte que seja lindo o que vier mim, o que vier pra você, o que der pra “nós”.