Seja bem-vindo, volte sempre e o último a sair apaga a luz ! :D

Quem sou eu

Minha foto
Rio de Janeiro, Brazil
Eu sou Vanessa Provietti, tenho 25 anos, sou carioca, sou loira, sou linda, sou leonina, sou tricolor (é a ordem natural das coisas hahah), sou caçula, sou pequena e esse é um dos meus apelidos também. Sou apaixonada por palavras. Eu amo escrever, violão,judô, praias, chocolate, me expressar, viagens, Deus, a vida e as pessoas que fazem parte dela.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Não reciclável!





De repente você sente como se você fosse uma bomba relógio. Pronta a explodir, a fazer estrago, aponto de gerar notícia.
Você percebe que perdeu muitas coisas, mas não foi de repente foi perdendo aos poucos. Sabe? E pensar demais dói e faz desistir.
Imagino qualquer vulto. Qualquer nome. Gente, passando pelo mesmo que eu nesse momento.
Estando assim nessa “vidinha anabólica”, total de consumo, sem gasto algum de energias.
Eu queria aquela coisa de encontrar e me perguntar “como foi que vivi tanto tempo sem?”
E houve um tempo que eu realmente esperei por isso.
Falo das vezes que senti vontades de chutar a tua porta e gritar muitas coisas nos teus ouvidos até você acordar, coisas que me fizessem mudar, coisa que te fizessem crescer.
Mas eu prometi que essa seria a ultima vez, que essa seria a única tentativa.
O resultado? Frustração.
Eu nem cheguei a analisar o provável encontro com o “diabo” após isso.
Só queria poder encostar no travesseiro sabendo que eu tinha tentado. Sabendo que meus movimentos freqüentes na cama não seriam por tua causa, minhas dúvidas não seriam geradas pela idéia de que “podia ser diferente”. Sabendo que o tempo continuaria passando e sua imagem não estaria tão nítida a cada dia dele – talvez voltasse a ser presença, vai saber.
É que na verdade a gente não sabe é de porra nenhuma.
Chuva parece apenas reflexo do meu estado.
Definitivamente, acredito que deva haver algum prazer doloroso nisso.
Então, vamos lá..
Jogue tudo fora e, por favor, dessa vez põe tudo nos não recicláveis.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Obstrato.


Sabe aquela sensação de nada novo? De nada certo? Aquelas “trocentas” perguntas repentinas e sem respostas? Esse é meu estado atual. 
Por exemplo, estava agora me perguntando, o porquê por mais cristão uma pessoa possa ser, ela vai olhar por lado ao atravessar a rua?
Por que algumas pessoas sentem tanto medo de morrer se acreditam tanto que vão pro céu?
Por que outras simplesmente não se importam em ir pro inferno?
E outras nem mesmo constroem essa idéia?
Por que por mais que tenhamos medo de morrer, não nos fazemos por onde alcançar uma vida eterna?
Será que o inferno não é na terra? Será que precisamos andar corretos ou deixar de fazer tudo o que a sociedade julga “errado” pra alcançar o céu?
E acima de tudo, será que todos nós conseguimos diferenciar ou imaginar um conceito não abstrato sobre céu e inferno?
Porque notavelmente o “certo e errado” é muito relativo, o que pode ser certo pra mim, pode ser errado pra você e vice-versa.
Talvez eu siga errando, entretanto, espero muito um encontro com Deus, sonho em conhecer o céu,
mas de acordo com o que dizem, não acho que viverei lá. Rs
É uma fome insaciável por viver, eu tenho orgulho de ser gente, porque não é fácil, e eu sei.
É sempre um conhecimento novo, o tempo ensina, o tempo cura.e por mais vasta e dolorosa que possa vir a ser a vida, ela sempre continua!
E seja lá onde eu esteja, eu sempre sinto a mão de Deus ao atravessar a rua!
De mim só posso dizer que consumo tudo do que tenho sede, ainda sim, ciente de que tudo me é licito,mas nem tudo me convém. E enquanto ao resto, mesmo sem saber o caminho, só sei que aproveito a jornada, por favor, não me roubem à capacidade do encanto. Me livre do mal, amém!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Meu sonho!



Sonhos, palavra ambígua.
Todos têm sejam bons ou ruins, de manhã são interrompidos.
Vou contar-lhe sobre o meu.
Estava em uma festa dessas rotineiras de final de semana, em volta amigos, musicas altas, gente desconhecida, ótimo som e uma vibe irreconhecível.  Até então tudo comum, mas ao caminhar para o portão da festa, eu ouço alguém gritar “não vai agora não!”. Eu realmente não estava indo, apenas sorri e depois voltei para perto do bar, depois de dançar bastante com um amigo, sentei numa escada, e aquele alguém lá do começo, chegou em mim, começamos a conversar e por algum motivo desconhecido era como se eu o conhecesse e nós ficamos. Ficamos assim por alguns minutos, conversamos, dançamos, lembro de ter dado telefone, trocado sorrisos, ter respondido algumas perguntas e terem acertado a resposta de outras, lembro vagamente de que tinha 22 anos, morava num lugar com nome altamente desconhecido, o seu nome era Yudi, mas não tenho certeza, pois a música era muito alta. Lembro também que quando a música acabou, nos afastamos um pouco subi as escadas e dancei, dancei e dancei com um amigo, eu me senti feliz. E na mistura dos sonhos alguém disse que minha amiga tava indo embora, passando mal, então corri atrás dela. E a pessoa do sonho me sorriu, foi um sorriso bonito, como aqueles poucos minutos tinham sido, mas até nos sonhos eu estrago tudo e ignorei a procura da minha amiga. Quando dei por mim estava longe demais para voltar.
Ao acordar me lembrei de cada detalhe daquele rosto de um rosto diferente de todos aqueles que beijei, de um sorriso carinhoso e tão feliz que nem de longe parecia a primeira vez que eu estive ali, de um momento tão agradável ao ouvir um “quando vou te ver de novo?”, eu me lembrei do cabelo liso e com franja caindo nos olhos, da
cor da pele, dos olhos um pouco puxados, do estilo, de um retrato tão diferente dos visíveis, um desenho tão similar a realidade, porem uma realidade passada. Me vi querendo sonhar de novo. Acordei esperando que o telefone tocasse, para dizer que  foi tão real para mim quanto para você, numa esperança apenas de não ter sonhado sozinha, numa vontade imensa de me desculpar, então o sonho pareceu lembranças de outras vidas, é como se eu te conhecesse, sua imagem aparece repetidas vezes aqui..
No “sonho” é tudo do jeito que o subconsciente manda, então você esquece tudo e deixa ser.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Uma vida "vulgar".


Calor. Muito calor. Chuva. Parece até que vim fazer afirmações climáticas. Mas não, na verdade é apenas uma analise sobre o quão contraditório até o tempo é nos dias de hoje.
Será que é assim que acontece com todos da minha idade? Com o tempo, a gente aprende que assim como ouvir e falar, observar é imprescindível.
A minha contradição? Não é fácil de explicar. Honestamente estável, acredito. Um pouco “vulgar”, com pensamentos “vulgares” e vivi, ainda vivo, uma vida “vulgar”.
Mas parte de tudo que fiz, faço e farei tem muito de alma e coração, e bastou-me sempre,
disso esteja certo.
A excitação de amanhã me instiga sempre, porque como muitos outros sou movida por perguntas a serem respondidas um dia por algo muito superior a elas, e por hipótese, talvez aconteça, só por hipótese.
Não tenho queixas a fazer, prefiro acreditar naquele mundo onde basta um espaço e montamos a tenda de um circo, sabe?
Eu sempre acho que sei o que dizer, na verdade acabo achando que será fácil. Sou “correta”, mas muito de mim é pouco apropriado, insuficiente eu diria.
Se você me ver novamente ao pós 3 anos, vai sentir como se fosse desde da ultima vez que me vira,
raro notar minhas diferença, porém juro que cresço e é sempre bom me ver de novo, modesta parte.
Mesmo que soe narcisista demais, eu não vim falar de mim. Eu estou aqui cuspindo palavras sem mesmo saber o que dizer, apesar disso, são palavras sinceras não apenas para parecer simpáticas.
Resolvi escrever porque tinha tempo que eu aqui não vinha, eu tenho medo do mal do século
- o comodismo.
Reflita, às vezes, nos conformamos em ser escolha, sabendo que queremos ser a única opção.
Às vezes perdemos a oportunidade de estar com alguém que gostamos por medo do envolvimento maior, porque alguém não concorda com isso, para não se “aprisionar” ou simplesmente porque esperamos tempo demais para admitir que ainda gostamos.
Às vezes nos drogamos de gente porque quem era para estar conosco por alguma razão desconhecida se mantém distante e às vezes damos sorte dessa droga ser farmacêutica. Rs
Nessa minhas analises criticas ou construtivas, percebo na maioria das vezes que muitos relacionamentos sejam de amigos, amantes, casais, famílias, não esperam uma viagem no fim de semana, um cinema, jantar a luz de velas ou uma jóia especialmente fabricada, percebi que nós seres humanos temos uma certa necessidade de apenas não ficar em segundo plano, sabe?
Às vezes a gente leva uma vida que por mais correta e moral que seja nos fazem ficar vazios por dentro, e quando isso acontece, inconscientemente, a gente fica a espera de alguém que por algum feito mágico, preencha esse espaço, até descobrimos que só nós mesmo podemos.
Talvez sejam os valores vindo de pais que os façam diferentes, talvez por mundos diferentes,
talvez pela complicação, talvez pela contradição, entretanto, em tudo isso há uma totalidade maior que soma de partes, sabe?
Então suspeito, talvez não conscientemente, que nisto estejamos mais envolvidos e mais coisas estejam do que alguma vez pudéssemos admitir.
De inicio comentei que assim como falar e ouvir, é imprescindível observar, de alguma maneira, acabei de escrever exatamente o que precisava de ouvir. Irônico não?
Por fim, continuo aqui sentada em silencio a observar o mundo, levei todos meus anos de vida pra aprender isso, mas talvez essa seja minha melhor contribuição e eu ainda tenha muito a crescer. Vai saber?!