Seja bem-vindo, volte sempre e o último a sair apaga a luz ! :D

Quem sou eu

Rio de Janeiro, Brazil
Eu sou Vanessa Provietti, tenho 30 anos, sou carioca, sou loira, sou leonina e tricolor. Mais uma apaixonada por palavras e quando grito em silêncio: escrevo.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A gente aprende..


Esses dias tem sido minha melhor fase, tenho conhecido muita gente linda e interessante, algumas tem ficado, sabe? E eu ando tentando deixar acontecer, tentando ser feliz sem sufocar, eu não prometo nada e não me cobro nada não.
Indo a uma rave, dois amigos comentam que gostariam de ser igual a mim "solta e não sofre por ninguém", eu ri e imaginei a imagem que eu passo de ser robótica.
Acho que o segredo é que eu já estive do outro lado e sei o que é não ser assim, como boa aluna da vida aprendi de uma forma tola que NUNCA se deve por o que se senti a frente do que se sabe

domingo, 10 de julho de 2011

Alienação.


Angustiada, cansada, sem saber o porquê, eu quero gritar e não sei o quê, ou para quem.
Segundo o zodíaco, um dos pontos primordiais é a lealdade, e ultimamente eu tenho ido tanto, tanto contra isso. Por mais que eu me doe, ou goste, não consigo me entregar, como se em meio ao vôo eu corresse da queda, e um imã me trouxesse para o chão. Algo em mim por mais que grite: permita, se entrega.
Não consegue acreditar em suas próprias preces, não consegue acreditar em palavras, é exatamente isso, tudo para mim agora soam apenas como palavras, palavras que na hora fazem sentido, mas após vem a ser assim como bonitas, vazias.
Eu acho tudo hipocrisia começando pela minha amnésia alcoólica chegando a minha ressaca moral, até os erros dos outros que não justificam os meus.
Eu quero ser feliz, quero ficar em paz, quero fazer alguém feliz, quero construir a paz nesse alguém, mas que alguém? E isso não é um “cadê?”, e sim um “qual?”.
Eu tenho estado muito exausta de palavras, frases prontas, eu quero realidade, mas eu corro dela, e lá vem a outra hipocrisia.
O mundo tem me parecido tão ilusório, surreal, a mídia faz propaganda do que a sociedade protesta, “não se aceita a adoção para um casal homossexual, mas porque é comum ver uma mãe jogar o seu filho no lixo?”. Pode ser outra das minhas sandices, mas de boa, eu vejo amor onde vêem pecado. 
O que vejo? Eu só vejo Alienação. Eu não quero olhar para traz e continua me sentindo uma pessoa fria, e ao mesmo, eu sou feliz por não prosseguir tão boba e perdida.
Sabe, eu só quero retroceder a época que eu era fiel aos meus princípios, ao que eu sentia. Relacionamentos da boca para fora, palavras soltas, frases feitas, “medo do tal do amor”, saudade do que não cheguei a viver, corpos em chamas seguidos de extintores, sentimentos bonitos e vazios, me esgotaram. Há maior sinceridade nos meus palavrões. Eu quero liberdade nas minhas escolhas, quero me aprisionar em uma única opção. Eu quero tocar alguém com o coração, quero sentir o céu ao alcance das mãos. E é só.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Maré .


Vou contar um vício, uma das manias mais saudáveis
que eu tenho é andar a noite sozinha, sério, eu acho que é um dos poucos momentos que eu tenho comigo mesmo, talvez o único momento que eu reflita, ou no mínimo que eu pare pra pensar, mesmo sem grandes resultados. Sábado passado eu estava para baixo, tinha trocentos planos, mas não queria nada, diferente do habitual não queria música alta, muitas pessoas, ou risadas incansáveis, eu não queria casa, eu queria sossego, queria pensar, mudar.
E apesar de não parecer, eu tenho muita fé, eu acredito na natureza, eu creio no criador.
Então, eu queria ver a imagem mais linda no meu ponto de vista, ver a união do céu com o mar. Queria admirar o infinito, queria buscar o horizonte, queria sentir a maré, chutar areia, marcar pegadas. Eu fui para a praia, andei sentindo os pés na água quente comparada sob o sol (pensei que ironia da criação), senti o sereno da noite imerso ao cheiro da maré (naquele momento me pareceu essência), ouvi as ondas se chocarem numa sintonia perfeita e imaginei que essa deve ser a balada perfeita para Deus, eu ri de estar ali admirando coisas que poucas pessoas hoje em dia param para pensar, ri de em meio a tanta coisa acontecendo eu arranjar uma fuga no mar, então eu pedi que ele levasse sabe? Tudo aquilo que está difícil e chato de carregar. E me senti leve.
Enquanto a minha caminhada ao mar, além de voltar leve, ao chegar em casa descobri que além de levar, o acaso me trouxe, me trouxe algo que eu meio ao caminho eu havia perdido, algo que faz tempo que eu havia “cansado”, alguém que brilhou, sorriu e encantou, a sei lá 1 ano, eu tinha parado de escrever a respeito, alguém que a tempos atrás me despertou uma coragem inexplicável, mas por algum acaso não prevaleceu.
Depois da praia ao chegar em casa eu ouvi de você tudo o que naquela época eu sonhava em ouvir, foi engraçado, porque não achava que faria alguma diferença, na verdade não achava que você pudesse estar se sentindo, mas fisiológicamente descrevendo ativou todo o meu sistema autônomo, rs, você voltou com meras palavras trouxe tudo outra vez, sei lá se por carência, carinho ou aquele sentimento mais nobre de um ano atrás, o mais nobre que em meio que eu conheci, e por algum motivo eu bloqueiei repetir. Como se enviasse a resposta de um desejo que nem havia chegado ao coração, o mar me trouxe novamente você, e como dívida eu prometo não mais perder.
Você deve estar me achando mega hippie. Mas experimente admirar as coisas simples.
A natureza escuta, entende, o Criador responde!
Meu estado? É, uma vontade de entrar no mar na velocidade de um jet ski, dessa vez vou com calma, remando, re-amando. ;)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Monopolizando.


Eu sei que eu fiz tudo errado, como sempre - mais uma vez,  talvez por isso  releve como algo comum, não é a primeira vez, nem será a última. É parte do que sou, auto eficiência em ser uma ‘merda’.
Sabe, eu andei meio dividida. Pois é, quando eu chego a qualquer tipo de envolvimento é tudo muito turbulento, sempre. Eu só queria um pouco de paz, sabe?
Voltando ao assunto, sabe aquela meiose com erro genético? Rs
Exatamente assim, estava dividida entre duas pessoas e o mundo, engraçado né? Eu sempre opto pelo mundo, confesso, mas dessa vez eu realmente blefei, havia o primeiro alguém qual eu queria a tempos, e enfim, consegui (parabéns pra mim), foi como conseguir o ingresso do Rock in Rio no primeiro dia e sem entrar na fila, que sensação fantástica, cheguei a pensar que talvez fosse meu lado leonina gritando *poder*, mas não, eu realmente precisava.
E em meio a essa conquista exatamente na fase do “rock in rio” apareceu o segundos alguém,
alguém esse que em uma semana conseguiu mexer com todos os meus sentidos, conseguiu  me dar sensações que muitos não conseguiram com anos de casa, esse alguém aguçou minha curiosidade, minha vontade, aquele sentimento morto de saudade, no entanto, uma saudade de coisas que eu nem cheguei a viver, uma saudade de alguém que eu não havia conhecido.E como se não bastasse o terceiro, eu tenho a minha sede pelo mundo, fome de viver, tara pelo novo, desconhecido e a minha admiração pela liberdade.
O primeiro alguém está presente, diariamente, faz parte do meu ciclo de amizades, e nem que eu quisesse eu conseguiria mudar isso, porque por ele tenho apreço, carinho, além de “dívidas”. O segundo alguém está na cabeça, no sangue, coração, apesar do longe anda tão presente. O terceiro é aquele que nunca me deixou na mão, que não me causa dor, ilusão, é o meu automático, é parte de mim, do que sou, do que não sei.
Pois é, então surgiu meiose, como se houvesse uma divisão perfeita de três fatores, não importando a ordem, segundo a tese “a ordem dos fatores não altera o resultado”, uma clonagem de valores nos sentimentos, apesar de diferentes, eu não conseguia distinguir.
O fato é que ontem eu estive com os três, cara a cara, frente a frente, mas diferente dos outros dias, eu sabia que na balança tendia para um lado, só não sabia o que fazer com isso.
Eu achava que tinha cortado laços, apesar de saber que tem laços que não se rompem facilmente. Então cheguei a festa e eu sorri e ri, porque você chegou monopolizando tudo, até o mundo parou para te ver passar, eu pensei ‘foda-se o mundo, eu largo ele para segurar sua mão’,,eu te vi no pódio sem chance de ultrapassagem, você estava lá em primeiro lugar, eu ‘caguei’ pro mundo eu só queria segurar sua mão, sentir teu abraço, teu cheiro, admirar seu sorriso durante horas se pudesse, dentre tantas expressões genética, eu te denominaria DNA apenas pela alta capacidade de multiplicação, que estrago um abraço, um sorriso e o olhar, conseguiu fazer. Houve transcrição, tradução, você sintetizou toda e qualquer dúvida, toda e qualquer divisão. Era só com você que eu via resultado, soma. Que sorte a minha, viu?
E minha cabeça esta explodindo aqui, por conta da bebida, associada a não ter te contado nada disso, e ainda ter saído de mãos dadas com o primeiro, quando tudo o que eu queria era você segundo, por tempo indeterminado. Houve mudança estrutural. Mas há mudanças que vem para o bem. Oficialmente segundo, seja bem-vindo. Eu tenho sonhos, e são com você e para agora. Um beijo. Até um dia.


domingo, 19 de junho de 2011

Considere.


hoje eu senti vontade de te ligar, de saber como você está? por que não fala mais comigo?e por que você sumiu? De você dizendo estou na varanda fumando e te ligando escondido.. De você dizendo que gosta do meu beijo.. Que pararia o tempo no nosso abraço e repetindo o quanto me acha linda, de te ouvir me chamar de estúpida, insensível, idiota, porque não respondo o que você fala, mas sabendo que cada silaba ficava ecoando, cada sorriso, gosto, onde um de nós estávamos, ambos estávamos ali. Sim, seria hipocrisia negar que eu esqueci ou não sinta falta de tudo isso. Mas uma falta diferente, diferente das outras vezes foi só vontade, como a de voltar a infância, passou tão rápido e tinha uma ligação lá que não era sua, como isso doía, não mais..
eu quis sacudir nossas vidas, aquela vida que era nossa e receber uma resposta para essa coisa que não cala “por que nos deixamos se perder?” “podia ter sido diferente!” “podia ter sido mais do que sonhamos. Por que?”
Ai, além de ressuscitar o passado, que a muito já vem “camuflado”, veio o atual, o atual que eu tanto planejei, que tanto quis e que quando consegui, me senti realizado, continuei, mas apareceu você tão repentino, assim como, vassalador,
Sem me dar opção, numa velocidade maior que meu pensamento em negar, qualquer passo ao meu encontro,  então, eu passei o dia me perguntando “será que dessa vez vai ser diferente?”
hoje eu senti uma falta grande meu dia foi produtivo, porem algo fazia falta, alguém faltava ali, alguém que tem feito essa falta durante toda a semana, alguém que eu não esperava, mas veio na medida “certa”, de um jeito único e que eu faço questão que dessa vez fique.
Então, hoje quis gritar alto, porque eu sabia o que era, quis contar pro mundo o que me afligia, quis berrar aos 4 ventos o motivo da minha semana ter sido tão linda, sorridente, contagiante.. Quis desenhar exatamente o que estou sentido, cuspi palavras, e faço isso até agora, mas nada..
Pois é, quanto efeito, que sorte a nossa, hein?
É encanto, magia, força na intenção, algo em mim depois de tanto tempo e diferente de sempre escandaliza: permita-se, permita-se!  
Um sentimento leve. Que parece conspirar junto aos 4 elementos da terra.
É, uma saudade dos mil anos que passei sem esse novo alguém, dos mil anos que quero passar ao lado.. uma saudade dos dias que o tenho por net, torpedos e ligações..
Das vezes em que ao ouvir a voz imagino o cheiro. Saudade da vontade de beijar seus olhos. De rir na sua boca. De sentir seus cabelos. De olhar teu sorriso.
Pois é, fico aqui sonhando você comigo. Levando você comigo. Guardando você comigo. Vou te casar comigo, viu?
Então, sorri, sorri, brilhei e ri, porque é isso, eu vim te ver apenas.
E estranho, a vida corre, né?
Considere: eu te quero mais bem que nunca, toda sorte pra você, vocês, pra mim e pra nós! ;)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Suave.



É, simples. Em meio a dias frios e chuvosos. Pensamentos altos. Edredom.
Coração independente. A gente conclui que ainda quer algo mais.
Não adianta tentar dormir porque só consegui bagunçar a cama, não se satisfazendo com a bagunça que está a vida.
Mas acho que a gente é que é feliz, enquanto NADA acontece.
É estranho pensar na palavra “nós” e não associa-la a mais alguém.
Acho que me acostumei com a “falta”- comodismo, quem diria eu.
Estou aceitando o fato..
Depois de tanto arriscar por essa palavra, depois de tanto me arriscar, depois de notar que eu deveria ter me arriscado mais, e ao mesmo que se assim fosse não seria talvez tão diferente.
Eu aprendi que o mais difícil do fim, da confusão, do labirinto, é a idéia de ter se perdido no caminho. Nada, nunca parece suficiente e qualquer coisa basta, eu não consigo simplesmente abstrair por mais que eu encene bem, não é meu dom, mentir para si mesmo.
E em meio a um turbilhão de lembranças, emoções, conquistas e o sentimento mais intenso, me assusta o fato de que eu esteja esquecendo, sinapses se tornam cada vez mais lenta, a distancia aumenta e no meu ciclo já não existe tamanha fé e querer. Eu fico me perguntando ‘Do que serve sentir, sem viver’.
Um dia a gente cansa de ficar na estante esperando o próximo carnaval.
Assim como brincar de bonecas e carrinhos, um dia a gente cresce e enjoa de brincar de amar.
Vou dormir com os anjos, acordar com o sol e ter um dia lindo, um humor suave, desejo pra você também. (:


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Boa sorte!


Liguei o som bem alto, no intuito de assim não poder mais ouvir meus pensamentos, ofuscar aquela “vozinha” de esperança aqui. E isso não é auto defesa, ou um pedido de permissão pra ainda sentir qualquer vestígio de sentimento referente a você.

Eu só queria afastar essa coisa que ficou, isso que ainda fica e continua.

E parei aqui nesse lugar que deveria ser um simples blog, porém se tornou meu diário, meu confessionário, o único lugar que eu consigo sem medo expressar o que não consigo,

Onde não me escondo, sentimentos não ofusco, onde me libero e cuspo frases prontas, teorias sem sentido, palavras soltas.

Definitivamente, as pessoas falam coisas e por trás do que falam há o que sentem, e é ai que está o que elas são e nem sempre mostram, no que sentem.

É, hipócrita negar que eu não me importei, ou mesmo não mais me importo com tudo o que aconteceu ou não tem acontecido de uns dias para cá. Simplesmente não acredito que o que eu ache mude, as coisas são como são. E nós aprendemos muito mais das falhas do que das vitórias. Isso me faz a pessoa mais esperta do mundo. Rá.
As raras vezes em que minha mente está desocupada e vem o “downsentimental” eu  me pego rindo do quanto pobre me encontro, é como se eu tivesse numa bolha, encapsulada num mundo onde eu não precisasse de amor, não desse amor de contos, novelas, sinto como se o mais próximo desses sentimentos ainda ecoasse aqui mas de uma forma assustadora, tenebrosa, como aquele estrondo de tempestade, com estrago de um dilúvio.
E foi chegando a essa conclusão, que resolvi abrir a porta ao novo, talvez o “passado” só deixe de ser “passado” quando a gente se entrega ao novo, se abri a visitações, a sensações inéditas.
É isso que seja, let it be, eu não vou me prometer nada, nem te cobrarei nada não e de uma coisa esteja certo: me conheço o bastante pra não errar nas mesmas coisas de antes, eu já vivi o necessário pra não cometer os mesmos erros que cometeram comigo.
Por isso, estou indo sem tirar o pé do freio, devagar, calma, estou cuidando de você, aproveite meu abraço ele pode ser bem mais sincero que meus beijos.
Repito, let it be, mas não me venha com superfícies, quero aquela sensação de ir mais fundo posso ser um acidente grave, eu posso ser tudo o que você queria e nem sabia..
Ou eu posso ser os dois, é só você dizer o que quer que eu seja.
É uma curiosidade que me consome, é uma vontade que não tem preço, e ao mesmo é um receio de não estar pronta para outra, é uma esperança de ouvir algo que ainda me faça ficar, voltar, é um desinteresse, um :  Estou nem aí – para porra nenhuma.
Talvez o fato de algo que eu tanto queria ter ido embora tenha me feito descobrir tantas outras coisas, necessidades mudam. Eu tenho urgência por sei lá o que, entretanto, quero tanto curtir a “amizade”, sim é bem vibe positiva, apreço, sem drásticas intenções, talvez eu ainda esteja muito presa ao que não existe mais, talvez seja receio ou esteja tudo muito recente para mim, so let it be.
Eu não tenho dúvidas de que não escolheria outra vida, no entanto, se eu pudesse mudaria todo o meu acaso num passe de mágicas.
De mais a mais, eu sou um risco que você tem a correr, pegue tudo o que você tenha direito. Boa sorte. Se havia opção, hoje não mais.