Seja bem-vindo, volte sempre e o último a sair apaga a luz ! :D

Quem sou eu

Rio de Janeiro, Brazil
Eu sou Vanessa Provietti, tenho 30 anos, sou carioca, sou loira, sou leonina e tricolor. Mais uma apaixonada por palavras e quando grito em silêncio: escrevo.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Antes e depois.



Disseram-me uma vez que eu só me importava comigo e minha mãe sempre mensurava que eu tinha “coração de pedra”. Talvez porque eu não demonstrava sentimentos simplesmente porque não os possuia, não relacionado a algo mais que família e amigos. Sim, eles não estavam completamente errados.
Hoje em dia eu sou otária até demais, não sei se mais feliz ou não,
Se dou qualquer falha chega pesar a consciência, nem me reconheço.  Se faço a fiel, ninguém acredita.  
Se demonstro demais, se acostumam mal. Se eu trato sem alardes, acham que eu não me importo.
Se faço promessa, não duram para sempre ou a usam como
papel higiênico.  
O fato é que tudo que começa no erro, tende a findar no erro, e o erro foi meu.
Por tentar, tentar e tentar, foi como usar o poema como papel higiênico e é um tal de limpar c* com sentimentos mais nobres. 
A sutil diferença do Antes e Depois? 
É que eu não costumava baixar guarda e menos ainda por qualquer vestígio de sentimento nas mãos de alguém, é por isso que a antiga sempre vence!

Adeus, lá vou eu pro ultimo casamento da família, parabéns irmão, aliás, sorte! Rs

sábado, 1 de janeiro de 2011

Novo e Doce! (yn)




   ANO NOVO!
Eu estive pensando qual o real significado disso, além de que lá vem mais um ano.
Eu queria entender o porquê gosto tanto dessa data comemorativa, então cheguei à conclusão, que eu diferente dos outros não faço promessas, não dito regras. Nesse dia eu só costumo agradecer por todo aquele ano que passou e muitas vezes, até desejar repeti-lo.
   Não farei uma lista de metas a cumprir, seja ela para o bem geral ou individual. Não vou auto punir-me pelas besteiras que cometi. Não vou montar uma tabela de comparação dos meus erros e acertos, defeitos ou qualidades. Eu simplesmente vou pedir que venha, venha o novo ano e seja NOVO e DOCE.  
   Estive na praia e em certo momento eu sentei na areia, peguei o celular e eu não sabia pra quem ligar, pode ter sido saudade dos pais, dos irmãos, de outros amigos, da pessoa - Não tinha sinal. Na verdade não, era uma sabedoria pequena, como se eu apenas precisasse me livrar das coisas. Essa confusão desordenada de começo e fim.
   Eu quis sair dali entrar no mar, dar os sete pulinhos nas ondas e não conseguia acreditar em qualquer superstição que aquilo tivesse.  Eu me senti realizada de em um tempo tão curto conseguir pensar em todas as pessoas que tiveram participação especial em minha vida durante esse ano, seja no ano inteiro ou em qualquer pequena porção dele, naquelas que conheci esse ano, e em cada momento lindo que eu tive, que ano gostoso, livre e de grandes conquistas. Eu quis muito que cada uma dessas se sentisse momentaneamente abraçadas por mim. Fiquei de pé e só descobri uma vontade imensa de correr na areia gritando: Feliz ano novo! Mais um ano que acabou para a vida continuar, é assim que eu gosto de pensar.
   Virada do ano. Uma alegria abundantemente viva e fugaz.  Orgasmos múltiplos para os que se fizeram forte. Dane-se o desnecessário limite. Chegamos até aqui. Obrigada Senhor!
Lá vamos nós embarcar no próximo, com rotas desconhecidas e mesmo assim esperadas.
E dessa vez para contrariar a tradição: FÉ, SAÚDE, FELICIDADE, PAZ E AMOR e
MINHA PROMESSA DESSE ANO! É o que tem pra hoje.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Vai !

Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida.
Como quem não tem o que perder. Como quem não aposta. Como quem brinca somente. Vai, esquece do mundo. Molha os pés na poça. Mergulha no que te dá vontade. Que a vida não espera por você. Abraça o que te faz sorrir. Sonha que é de graça. Não espere. Promessas vão e vem. Planos, se desfazem. Regras, você as dita. Palavras, o vento leva. Distância, só existe pra quem quer. Sonhos se realizam, ou não. Os olhos se fecham um dia, pra sempre. E o que importa você sabe, menina. É o quão isso te faz sorrir. E só.

Caio F. Abreu

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Paradoxo !



Ordinárias banalidades. Se planejar. Sem pestanejar. Hoje eu vi você. Você que já parece fazer tanto tempo fora do meu “nós”. Me fez fechar os olhos num abraço tão rápido e receioso.
Notavelmente veio a consciência de uma saudade que eu nem sabia sentir, sim senti saudades desde a ultima vez.
Mas isso não muda os fatos, nem os anulam. Tivemos escolhas e agora isso inclui outras historias, outras pessoas especiais pra gente e até outras paixões, acredito.
Assim como confesso, foi bom te ver. Exceto a parte do teu olhar, tua boca, mínimo contato e cheiro, ainda ter um efeito convidativo.
Você me trouxe reflexões e boas memórias, sabe?
Como o quanto eu senti falta naquele teu jeito “revolts” de andar na frente, das pernas engraçadamente e quase imperceptivelmente tortas. E me fez sorrir ao ler teu nome escrito a caneta no meu ombro, imaginei que a um tempo atrás ele estava tatuado em cada milímetro do meu corpo. E atualmente não são mais nossas iniciais que aqui se encontram.
Trocamos poucas palavras, alguns sorrisos e quase nenhum contato. E em meio a silêncios abismais, eu pude ouvir o barulho que o meu e seu coração faziam.
Em algum momento cheguei a me ver me apaixonando novamente por você, então descobri que talvez eu nunca tivesse deixado de o estar. E de uma forma pacifica, fraternal até.
Mas como eu disse de inicio, ordinarias banalidades sobre um amor simples e direto.
Visão limitada.
Quando sem querer lembrei do quanto eu tenho crescido nessa banalidade, lembranças boas sim, mas quero mais, quero fatos, quero o que não tive e eu tenho aspirado o que não me cabe.
Esotéricas aspirações e lá vai o tempo, lá vem o barco e nessa excursão de idéias, minha exatidão não me traz de volta a você. Na outra margem tem alguém me esperando, e dessa vez, sem rotas, destinos ou pretenções eu quero soma e sinto o mais.
Eu lamento, sabemos não se depurar um câncer sem matar células inocentes.
Te quero bem. Te gosto muito. Sinto-te ainda. Sinto tua falta.
Mas o quero mais. Estou gostando mesmo. Não só por alternativas. Por ironia de vida talvez.
Estive certa disso. E este é o grande paradoxo.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

TO SMILE .






Domingo. 05 de Dezembro de 2010. 01h30. 06 de Dezembro de 2010.
Dores. Gente, muita gente. Música. Sentada chão. Dores no pé. Exausta. Rindo sozinha.
Ri ao imaginar quantas pessoas talvez tenham feito escolhas superficialmente mais sábias que as minhas.
Eu ri de observar o quanto apesar de jovens e achar que tudo sempre tem que ser importante, somos carentes, necessitados daquela ilusória sensação de estar junto, de se sentir apaixonados.
 Dessa precisão fútil de sentir-me momentaneamente anestesiada a me sentir em função de alguém mesmo que isso venha acompanhado de algo bom, o que raramente acontece.
Ri observando a velocidade com que envolvemos mais gente as nossas loucuras e insanidades podendo ser para o bem quanto para o mal. E o quanto criamos triângulos, quadrados e assim sucessivamente as nossas buscas incansáveis ou fracassos intoleráveis até notarmos que isso deixa a vida sem graça e às vezes apenas suportável. Quando poderia ser bem melhor. Se não fosse pelo acumulo de escolhas erradas e não pensadas.
Risadas ecoaram ao lembrar da dor que eu estava sentindo nos pés, das risadas a toa que eu tinha dado, do jeito que eu estava no chão e do quanto como louca eu tinha dançado. Fui levantar pra beber e dançar mais, então. Eu ri ao imaginar o quanto daqui a um tempo eu estarei rindo dessas minhas situações vividas ou daquelas que eu deixei de viver, acredito até que serão tão poucas, estou feliz por isso, não tem tido o percurso naturalmente esplêndido que eu imaginava que pudesse ter, é até um pouco vulgar eu confesso, mas não tenho queixas a fazer, não queria que tivesse sido de outra maneira, porque nem toda gente pode dizer o mesmo da sua vida, aí eu ri mais uma vez e dessa vez foi bem alto.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Voltando para casa.

Sabe, se você der tempo suficiente a uma pessoa ela habitua-se a tudo. E como tudo tem seus prós e contras.
Não tenho a idade de Matusalém, mas aprendi que o mundo é injusto e a vida é implacável. Que a lei da ação e reação é a que faz mais sentido. Que cada escolha terá conseqüências e dependendo da sua a conseqüência pode ser irrevogável. É, parceiro, o tempo não para pra que você volte atrás e conserte. E que isso nem de longe quer dizer que você não pode errar.
Observei que constantemente os planos mudam as rotas, influenciados por pessoas que mesquinhamente não aceitam o que você é e em troca tolamente a gente acaba pensando mais nessas pessoas do que na gente e abre mão do que se quer ou sente.
E eu? Eu tenho usado o meio mais errôneo tal como fácil, aquele de dar uma vivida, sabe?
É saudável, um saudável momentâneo, que não se lembra o nome, não machuca e fica distante do suicídio vulgo "amor". Mas que te inibi de sentir e, às vezes isso nos falta. Só às vezes, mesmo que soe masoquista, até a dor nos faz falta. 
É, aprendi também que a gente nunca sabe o que tem até perder.
Hipócrita até narrar isso, porque essa falta me vem muito raramente, eu gosto da mistura, de farrear, dessa vivencias incansáveis do que não se conhece, de transmitir o que muitas vezes nem se possui e de saber que não se precisa dar mais do que  dispunha, acho que nasci para isso, ou no mínimo vivi a maior parte do que chamo de vida assim. Entretanto, quando a tal "síndrome do que falta" vem, ela tortura, perfura, instiga e exatamente o que nem todo o tempo de liberdade conseguiu te apresentar, ela traz a tona aquilo que poucas vezes conseguiu sentir, aquela sensações que fizeram valer viver, ou aquelas pessoas que você toparia pausar o  mundo e construir sonhos, planos e até vida, mas que no final por alguma razão na maioria das vezes não aceitável ou conhecida, você esquece permitindo que vá esquecendo. E às vezes, me permito lavar as mãos dessa desejada tanto, quanto fútil me parece hoje, tal liberdade e chego a ouvir e soletrar: "abra seu coração, estou voltando pra casa!". Logo, tomo ciência de quantas saudades senti desde a última vez que a tive.

domingo, 31 de outubro de 2010

Inflações .


Discussão. Termino. Chuva. Noite. Derivados de etanol. Musicas. Gente, muita gente. Flash, numa cena bem remota.  Ressaca moral. Aminésia. Que irônico, nesse momento até me sinto feliz pelo final.
Agora quem deveria estar do meu lado, esta do lado de lá.
Eu não tive tempo de te contar que quando tudo parecia errado, era você quem eu queria abraçar. Sei que eu só dou mancada. Mas, juro que a intenção nunca seria magoar. Não você, você jamais. Também sei que nada justifica e que talvez nem devêssemos nos importar tanto.
Um “I’m sorry!” não bastaria, a maior loucura seria demais. Então, eu paro e continuo imóvel, inerte e entorpecida pelo turbilhão de coisas que estão acontecendo numa freqüência muito veloz, num intervalo de tempo muito curto.
Deixa, eu aproveitar o meu técnico e fazer uma linha de raciocínio indiscreto, vai.
Como se eu fosse turista tenho me aventurado em novas historias, conhecido outros lugares, credos, culturas, novos gostos, porém parte minha sempre deseja retornar ao seu país de origem. Traz de volta, por favor, traz.
Em meio a esse bombardeio de informações, você é o mais perto da paz que consigo chegar, é o mais perto do sincero no mínimo. Acho que por receio, por segurança ou até ego, não deixei isso transparecer, é que deus a paz tem me custado tão caro ultimamente.
E o fim que  eu não esperava, temia e nem queria, tudo  numa grande e irreversivel sequencia, não dá pra ter alguma certeza nesse momento. Eu só peço, calma,  venha senhor tempo, deixa.
“Podia ter sido tão diferente.” 
Hoje mais que nunca quis minha mãe por perto. Para deitar ao lado na cama mais confortável do mundo a dela, calada. Sem precisar explicar nada. Sem perguntas. Sem cobranças. Só aquela impressão de que eu não estou sozinha e, independentemente, não vou estar. Como nos velhos tempos. Isso não são lamentações, são apenas “inflações” e uma saudade.