Seja bem-vindo, volte sempre e o último a sair apaga a luz ! :D

Quem sou eu

Rio de Janeiro, Brazil
Eu sou Vanessa Provietti, tenho 30 anos, sou carioca, sou loira, sou leonina e tricolor. Mais uma apaixonada por palavras e quando grito em silêncio: escrevo.

domingo, 8 de abril de 2012

Só por hipótese ! (:



Olá, blog. Eu queria conversar, porém não acho que precise compartilhar minhas fraquezas com ninguém. Então, eu lembrei de você. Receio que isso seja TPM, Crise existencial, ou Medo.
Sim, medo, não deveria existir vergonha, em sentir medo. Entretanto, é muito disso. Sinto vergonha não em ter medo, mas em ter medo de sentir. Lamentável, não?
Eu já joguei muito com a vida, sabe? E definitivamente eu tô cansada de perder. Meus estudos dizem que o coração é um órgão feito para ‘bater’, porém por prazer em contrariar o cérebro, ele insiste em viver ‘apanhando’. E a ordem natural? É que dói, cansa, você espera e passa! Mas é aí que mora o perigo porque se repete, bipete, tripete...
Poucas vezes transbordei amores por alguém, talvez eu tenha magoado muita gente por isso, tudo o que tenho a dizer é nunca fiz propositalmente. É injusto, mas não posso me culpar por não ter correspondido um, me entregado a outro ou esperado mais um. Nos meus costumes, é sem sentido ‘inventar amor’. Mas prometo que todo o pouco que eu tenha sentido, senti profundamente. E tudo o que eu peço da vida é que ela reconheça meus esforços e faça o mesmo por mim, não por mérito, mas por fraqueza mesmo, como eu disse: tenho medo!
Ás vezes, eu acho que muita gente tem impressão muito errada de mim, reconheço que por motivos óbvios, uma vez que na construção da minha vida eu nunca fiz questão de que tivessem a impressão certa.
Talvez eu tenha tido “um começo meio vulgar”, apesar de ter certeza que em minhas vulgaridades andei a brincar com alguns “fura vidas”.
Se eu contasse todas as minhas historias sobre relacionamentos aqui, certamente, uns diriam romantismo, outros tragédia, particularmente acredito que em todas elas tenha tido um punhado dos dois. E com toda convicção do mundo, não queria que tivesse sido de outra maneira.
Porque sei que sofrer de amor, não mata. E faz falta!
Eu não quero ter medo, na verdade, eu queria muito que dessa vez, só dessa vez, desse certo.
Com você desse certo.
Passei da fase de gente indo e vindo, eu quero que você fique!
Certa vez eu li que: “é a possibilidade que nos faz continuar e não a certeza!”. Tal frase surtiu como uma espécie de aposta da minha parte.
Eu quero que continue essa sensação de rir a toa, de gritar pro mundo que eu tô gostando de alguém, de rosto bonito. De sorrir ao te ver, de sorrir para vida!
Foda-se que você vai ficar se achando, foda-se que eu tô alimentando seu ego, foda-se que eu tô perdendo a pose de marrenta, foda-se que eu tô com o orgulho fudido, foda-se que a sociedade não entende, foda-se o medo, foda-se o passado. É, foda-se eu, foda-se você, desde que a gente se foda juntos, sabe? O que é realmente foda? É que por hipótese, só por hipótese, talvez aconteça!

domingo, 18 de março de 2012

Voltar para casa ?






Final de semana, onde diferente dos muitos outros eu passei em casa, família, amigos, festa e open bar, sim, não tenho do que  reclamar, mas o interessante não é chegar aqui e descrever meu Final de semana, e sim a ausência daquela necessidade e ansiedade que eu encontrava em todas as sextas passadas.
Muitos não entendem, define como: tristeza, “paixonite”, autismo, TPM, falta de dinheiro, amadurecimento, etc. Mas de verdade nada disso em qualquer período da minha vida social foi  motivo ou suficiente para que eu passasse um final de semana em casa.
Eu sou apaixonada por gente, por música alta, por pessoas “libertas” para serem o que são, por open bar, por noite, por me cerca de amigos na sexta a noite, no sábado a noite ou no domingo a tarde. (Quando le-se SOU, é SOU MESMO.)
Entretanto, existe um momento da vida que acredito que a gente precisa parar, pensar, por os sentimentos no lugar, por limite ao que é excesso, porque se não isso fica sem sentido, vazio.
E essa minha época é agora, não estou com nada pressuposto acima, só estou cansada de tentar abraçar um mundo com apenas dois pequenos braços, estou cansada de cuidar de tantas feridas, tudo bem que do meu jeito, mas cansada de servir de “tampa buracos” pra gente que não está disposto a aceitar a cura e continua voltando para o vetor, gente que diz sentir tanto sem sentir porra nenhuma, gente que te instiga, alimenta e se auto denomina de alta, pouco se fodend*, para o trabalho que a gente desempenhou, tal como mal sabendo que a recaída é muito pior.
É, isso não estou aqui para tapar buracos, apesar de estudar saúde não sou especializada em cardiologia para ficar curando corações, que por apanharem um pouco, acreditam que tem o direito de bater  também - no sentido literal, acredite ou não, também tenho as minhas patologias, de problemas cardiovasculares o mundo está cheio. Rs
Estou cansada das variações de casa cheia, casa vazia, casa cheia, casa vazia. Não quero agregados, não quero inquilinos, não quero sem tetos, não sou albergue, não ofereço pernoites, se for pra vir que fique claro: agora quero que me compre, me leve a casa por inteira com cardiopatias, cicatrizes, e o que mais tiver. É, eu amo o cuidar, mas hoje eu quero é ser cuidada !
E se não for pedir muito, deixa eu gritar: você já pode voltar para casa ? :)

domingo, 4 de março de 2012

"Roleta Russa"

 






Sabe, é estranho olhar meu passado e notar que a pior e melhor parte dele
sempre me levara de volta a você.
Às vezes acho que o destino por alguma ironia resolveu jogar com a vida
e o tragico é que nessa brincadeira de perda e ganho, ele me levou exatamente você.
Como uma especie de "roleta russa" com alguém que até então não faz idéia do valor que a vida tem. Mas após o jogo quando você percebe que sobreviveu, tem a ousadia de achar que ninguém mais conseguirá te deter.
Por vezes eu pensei "não é para ser", "não dá pra mudar", "não será como antes", onde muitas dessas não se tratou de pergunta, mas de fraqueza, receio, orgulho.
Porém
como é possivel após 7 meses, eu ainda estar aqui?
Sentindo, como se algo me fizesse esperar, como se algo me prendesse a você, vou além,
como se algo ainda precisasse existir por eu e você.
Seria hipocrisia dizer que não sinta certa vontade de pegar o mundo todo, sem tempo previsto. Entretanto, é completamente diferente, incomparavel com o anseio que guardo de querer ser melhor pra sempre com você.
Cada milimetro do meu cérebro implora que eu te esqueça agora, tal como voccê provavelmente o faria, mas algo mais forte que qualquer estimulo cerebral, algo maior que a razão, grita que não quer perder qualquer vestigio que ainda reste de chance para aprender a ficar contigo.
E eu sei que em meio a uma "roleta russa" alguém não volta a salvo, também sei que perder faz parte do jogo, que muitas vezes a gente joga errado, muda as regras. E eu estaria mentindo se dissesse que nunca blefei, não me arrependo de qualquer passe errado que eu tenha dado, me arrependo sim de diversos passes dados, tal como de muitos outros não dado. A questão é que se você voltar atrás e mudar 5 minutos errados do jogo, você pode mudar uma vida, você pode deixar de dar trocentas jogadas fantasticas mais a frente, pois é a vida não permiti "efeito borboleta" ,não há ensaio, não há retorno, muitas vezes você vai dar de cara com a contra mão sim, o fato é até onde você iria para reconquistar o jogo, não se trata do quanto você fez errado, mas do quanto você está disposto a fazer o certo, não se trata de quem ganhou ou perdeu na "roleta russa", mas do quanto você descobriu sobre o valor que tem a vida.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Contrapartida



Conversando com alguém especial eu ouvi esse alguém dizer: eu acho que o maior problema é que eu me relacionei com outra menina, achando que ela me entenderia por também ser menina, que sentiria da mesma forma que eu, entende?
Fiquei refletindo a volta para casa inteira à respeito disso, me perguntei diversas vezes "se eu era uma menina" RS. Sério, eu, Vanessa, acredito  que não sei nada, mas o que eu vejo é que o mundo anda tão corrompido pelo meio, que ao mesmo tempo que nós pedimos amor, imploramos amor, não estamos preparados para ele. Estranho, porque em contrapartida, eu sei que para o amor não é preciso preparo.
Sobre meninas? Há meninas que estão expostas a "entrega", estão intensas, depositam que por vezes não dispõem. E há outras meninas que ficam na resguarda, parecem estar sempre preparadas para a "queda", o estilo de menina que apenas participa do vôo livre, está segura, muitas vezes acreditam que estão. Estão restritas, bloqueadas.
Prestem atenção, quando lê-se estão, ficam, parece, pois a única certeza é que todas SÃO meninas, e qual menina nunca passou ou passara por ambas polaridades? 
Sabe, a questão é que meninas ou meninos, somos humanos e estamos suscetíveis a erros, o problema é que meninas ao se relacionar esperam receber metade do que elas ofertam.
E sabe qual é o FODA? É que a gente sempre acha que o que está sendo dado é mais que o bastante, é sempre demais. E queremos só dessa vez acertar, entretanto, há coisas que não precisam de receitas, medidas, prescrições, indicação, vou além, queridos, não há contra indicação pra sentir ;)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Natal, 25.12.2011.



É, foi-se Natal, e eu não sabia o que pedir a Papai Noel,
assim como quando eu amarrei a pulseirinha do “nosso senhor de bonfim”, onde a crença diz faça 3 nó associados a 3 pedidos, os quais eu só lembro que 1 foi “amor”, por garantia pensei em pedir novamente no Natal, mas deduzi que talvez ele (o amor) ainda não esteja de bem comigo, então, pensei em pedir você, o que soaria meio simpatia, desisti de pedir porque ao certo nem sabia se é o que mais queria, nesse momento, eu juro, apesar de sentir uma falta insubstituível, tenho vivido, sim, vivido e acho que como não fazia nesses últimos 4 meses, procurei então algo que me fizesse falta e na cabeça insistiu: “amor”.
Pensei numa forma geral, observei que é essa coisa que move o mundo. Refleti no amor de adulto por criança ao preservar a inocência dela quando a faz acreditar em papai Noel, no amor de pais ao doarem muita vez o que não tem, ou até mesmo abrir mão de planos para realizarem um sonho de um filho, e no mais próximo do real amor, o amor de Deus, cheguei a imaginar o quanto seria importante que cada um nesse dia pudesse ter o verdadeiro significado do nascimento de Jesus em seus corações, e conclui que era isso que eu queria, fechei os olhos com muita força e desejei que nesse dia, por questões mágicas, os que compõem meu mundo sentisse as minhas vibrações e que cada um de vocês deixasse que esse real sentido habita-se  em seus corações, e tradicionalmente, lá estava eu suplicando “amor” . rs Então, Feliz natal! E que conforme a data propicia o aparecimentos de anjos, não se pergunte nada, apenas agradeça e os deixe entrar ;) 


domingo, 20 de novembro de 2011

So, we're go!



Está chato, mas não triste. Meio pesado, amargo, bobo, mas não dolorido.
Meio preto e branco, chovido, frio, mas não feio. Longe de desistir, mas cansada, sabe? É isso, só cansada!
Sabe? Eu tenho passado o dia imaginando mil maneira de como explicar quando não quer acreditar no efeito que alguém sobre a gente tem e permanece, num simples levantar de sobrancelha acompanhado de um cruzar de pernas e um movimento nasal no ato de inspirar e expirar de intolerância.
Embora eu saiba que eu fico daqui a espera de algo que não acontece, e você daí esperando a mesma coisa.Não sei o que dizer a você, apesar de saber o que você quer ouvir, a verdade é que não sei o que dizer a ninguém. Não posso voltar ao dia 27-08-2011 e mudar tudo o que aconteceu naquele dia, gostaria muito, mas vestir a mesma roupa não traz a mesma noite de volta. Eu não estava preparada, talvez ainda não esteja, mas não duvide que se um dia pensei em estar foi para você, com você, por você.
Dizer que perdoou, é fácil, talvez eu não tenha me perdoado sim, porém a gente sabe que se assim tivesse acontecido, você não estaria se vingando em legitima defesa. Todas as suas tentativas talvez inconsciente de me ferir acompanhada das minhas tentativas talvez com uma carga enorme de culpa de me ofuscar pra trazer o brilho de nós dois novamente, é invisível, fútil, no sense (como diria você), passada. Mas por favor não diga que não me importei, não pense isso, pelo amor, como eu queria que pudéssemos recomeçar, remar, re-amar, porque já se passaram 66 dias e não houve um deles que não lembrasse, pensasse, quisesse a gente de volta, porque não tinha acabado, vou além, ainda não acabou. Apesar de hoje saber que não é mais possível, pois esse dia penetrou de tal forma que hoje é um "iceberg" apesar da pequena ponta, não fazemos idéia do que se esconde a baixo do horizonte. 
Então, eu cansei, desculpa se parece desistência, entretanto, está aí a minha forma de defesa. Quero a pedaço bom de nós dois. Quero nos dar liberdade, entende?
A vida lá fora nos grita.
Às vezes sentimentos nobres batem à porta, implorando lugar, mas a gente perde tempo e só percebe depois (não que nós não valíamos mais a pena, mas a cicatrizes que ficam, ferem, sangram), é questão de espaço, sentimentos são oportunistas, só requerem espaço. e como li uma vez: impossível experimentar novos chás, sem esvaziar a xicara.
Acredito que sentimentos não condizem com o tempo, características, status, afinidades, mas com alma, entende?
Eu por vezes esperei a tempestade passar, aguardando um arco-iris, mas hoje eu descobri que o segredo é dançar com a chuva. So, we’re go!

domingo, 30 de outubro de 2011

Sabe o que é, Zé?



Quanto tempo eu não venho aqui, ando meio sem tempo, sem criatividade, ou  mesmo sem vontade de escrever, mas hoje especialmente eu senti vontade de expressar e lembrei de você, amigo Blog, como se fosse fechar um vazio, sabe? Um vazio que pode parecer insignificante, um vazio que a gente leva, vai levando, mas que nada preenche - substitui, um vazio superficial até, mas que de vez enquanto vem a tona como a lavar vulcânica de tal forma que gera queimadura, cicatrizes e tanta dor, então, esse mesmo vazio, que parecia não incomodar, sufoca e quando diagnosticamos  atingiu derme, epiderme, pulmões,  cérebro, coração, baço, fígado, sim, esse mesmo vazio que aparentava ser superficial e insignificante infectou cada milímetro, cada célula do seu corpo,  onde em estado crônico te levou a morte, mas não essa morte celular, ou de carne, corpo, uma morte de alma, sem direito a fagocitação ou regeneração,  a gente perde.
E eu confesso que é disso que eu tenho medo, porque eu sei que a medicina explica muita coisa, a ciência descobre o tempo todo cada funcionamento do nosso corpo, mas só a fé e Deus mantêm a humildade, e essa mesma humildade nos leva a sabedoria, porque ninguém explica ou sabe a presença da alma, mas sabemos que sem ela nosso corpo é oco, é vazio, e é disso que eu falo. Ciência, sentimentos e Fé.
Eu percebi com o tempo que sair e encher a cara não aniquila o que está no centro das atenções, talvez o tire do centro momentaneamente.
Notei com o tempo que chegar numa festa, balada, nigth e pegar de 3 a 10 pessoas, que no dia seguinte não se lembra o nome, ou telefone, não traz a presença de ninguém e nem daquilo que anda fazendo falta.
Descobri com o tempo que a traição vem através da carência, da incompatibilidade, do que nos falta, não, eu não estou justificando isso, até porque no meu ponto de vista traição é escolha, só digo que ela se fundamenta no medo e no vazio sim, entretanto, perder o que não sabíamos que tinha por causa desse medo e vazio, traz uma carga irracional de culpa e/ou saudade, o que não muda em nada. Pois é, andam dizendo por aí que eu mudei, não acredito que seja amadurecimento não, apenas mudança do ponto de vista de alguém que hoje sabe o que é estar nos dois lados, eu mudei sim e não é preciso que notem ou acreditem nessa mudança para que eu tenha mudado, na verdade talvez eu só tenha cansado.
Sabe o que é, Zé? Passei da época de ficar inventando coisas para sentir, entretanto, nunca disse que já não sinto nada, só não alimento mais, não mais. ;)